Sol e Chuva

/ domingo, 18 de janeiro de 2015 /
Eis que em meio a passos distraídos
no negro asfalto de uma rua qualquer da cidade,
sou surpreendido ternamente pela suave garoa que cai
de mãos dadas ao sol a pino que permanece a brilhar e aquecer,
dois amantes distintos quebrando o frágil e efêmero conceito de
destino, enquanto eu, menino, sinto na pele a intensidade dos seus beijos
de amor proibido e me regozijo por ser testemunha.

Os meus olhos fitam o contraste do momento numa paisagem
que consiste num trio de montanhas arborizadas ao leste a procura
 de uma cena afim nos meus tempos de infante,
no entanto, é em minha memória olfativa  que revivo como num mergulho
brusco do alto da Kingda Ka em direção a um momento marcante situado
numas das vielas da minha mais tenra infância por meio do cheiro de terra
levemente molhada por uma chuva de verão...

(Charles Brow, o Garimpeiro das circunstâncias)





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