Eu luto para não deixar que se percam no tempo,
nem nas experiências, as minhas tantas idéias, sonhos,
meu timbre.
Eu luto contra tudo e contra todos se preciso for!
luto contra o destino que insiste em me levar para onde eu não
almejo ir, eu luto contra o "EU" fantoche.
Há tempos, a solidão deu-me um anel de noivado e eu me resignei,
pois desde o início já estava cônscio de que tal consequência seria
minha eterna cônjuge.
Luto mesmo enxangue contra o atual senso comum que nada
mais é que uma faca de dois gumes, e pra ser sincero, às vezes
me vejo como o cavaleiro que certa vez confundiu moinhos de vento
com dragões.
O repúdio geral cedo me convenceu de que há uma forte conspiração
para convencer os destraídos de que nunca houve motivos para se rebelar.
É pecado lutar num sistema onde a lei regente é se omitir.
JULHO DE 2008
(Charles Brow)


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