Inerte Coração

/ segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 /
Quando eu morrer, não quero que fiques triste,
quero que reconforte-se com a certeza de que eu te amei.
Quando eu morrer não quero que não haja mais motivos para continuares a seguir,
pois em toda morte há um nascimento.

Quando eu morrer,  não quero uma segunda-feira,
quero um domingo de sol  e um violão subjugado a tocar uma simples canção
e que todas as vozes  se tornem uma só voz, e que essa voz inunde de felicidades póstumas
o meu inerte, porém não gélido, coração.

2008
(Charles Brow)

0 comentários:

Postar um comentário

Marcadores

 
Copyright © 2010 Garimpeiro das Circunstâncias, All rights reserved
Design by DZignine. Powered by Blogger