O galo de Asclépio"

/ quinta-feira, 4 de agosto de 2011 /
"Essa é minha homenagem a Sócrates, o filósofo. Que de muito influênciou e de muito infuência o meu modo de pensar e agir"






De olhos plácidos
tal qual o alto-mar isento do abraço da tormenta atroz,
ergue em direção à boca o recipiente contendo a paga mundana
para o pecado de jamais trair-se;
Deita-se sobre seu leito de morte como que para um sono efêmero:
Serenamente.
Suas últimas palavras frustram as expectativas apoteóticas da posteridade,
mas, nos deixa um grande exemplo:
"Crito, eu devo um galo para Asclépio. Tu lembrará de pagar a dívida?"
E abandona-se aos átrios da morte, como outrora aos braços da vida, pra viver eternamente.




Início do ano
(Charles Brow)

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