Um corpo esquelético acena em minha direção
com dedos delgados e sorriso amarelo;
sem pensar duas vezes dou meia volta afim de saber do que se trata.
Antes mesmo de pôr o pé esquerdo no chão,
entregando-me involuntariamente ao poder da gravidade:
" Estou longe de casa e do posto mais próximo...
Você não poderia me ajudar com um pouco de gasolina?"
A moto não é minha e digo a ele o fato,
mas ele insite.
Seus olhos são amarelos e encardidos,
seus lábios estão desbotados e quase inexpressivos,
sobre sua costas vejo o peso do subjulgo e sinto pena dele;
não uma compaixão hipócrita que aspira retribuição,
na verdade, sinto pena de mim nele.
com um sorriso acompanhado de um: "Muito obrigado!"
ele se despede e em questão de segundos observo-me distanciando-me
com uma garrafa na mesma mão magra que acenara para os transeuntes daqueles instantes de sol pós-chuva.
Dezembro de 2010
(charles Brow)
com dedos delgados e sorriso amarelo;
sem pensar duas vezes dou meia volta afim de saber do que se trata.
Antes mesmo de pôr o pé esquerdo no chão,
entregando-me involuntariamente ao poder da gravidade:
" Estou longe de casa e do posto mais próximo...
Você não poderia me ajudar com um pouco de gasolina?"
A moto não é minha e digo a ele o fato,
mas ele insite.
Seus olhos são amarelos e encardidos,
seus lábios estão desbotados e quase inexpressivos,
sobre sua costas vejo o peso do subjulgo e sinto pena dele;
não uma compaixão hipócrita que aspira retribuição,
na verdade, sinto pena de mim nele.
com um sorriso acompanhado de um: "Muito obrigado!"
ele se despede e em questão de segundos observo-me distanciando-me
com uma garrafa na mesma mão magra que acenara para os transeuntes daqueles instantes de sol pós-chuva.
Dezembro de 2010
(charles Brow)


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