Garimpeiro das circustâncias

/ terça-feira, 2 de agosto de 2011 /
Côncio de que,                               
dos meus pulsos aos meus
dedos e conseguinte ao 
chão o tempo escorre
escarlate e demasiado
viscoso,
Atiro - me ao bel prazer dos sonhos,
que com veemência mantêm
o palpitar do meu coração insone,
num abandono inusitado.

Não tenho pena de mim,
jamais cobro do mundo o que 
ele não me deve e não me 
dou o direito de temer o
desconhecido.

Nos dias de sol colhi rosas,
nos dias de chuva colhi espinhos,
porém, a cor do meu coração 
foi a mesma,
posto que ele sempre esteve
aberto,
como caixa de música,
como sorrisos infantis,
Garimpeiro sou das Circustâncias.


(10/04/2011)
Charles Brow

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